segunda-feira, 30 de junho de 2008

CLARO, CLÁUDIO!

Relembrar é VIVER, minha gente. E por falar em relembrar, ESSA história jamais cairia no esquecimento, porque ao encontrar uma hippie na noite, de preferência a Marta, você nunca mais será o mesmo.
Era carnaval! Carnaval é sinonimo de: festinha com confetes, roupas estranhas. Meu amôar, Narcisa não se joga em bailes carnavalescos a não ser que seja pra pagar peitinho beber muito no Copacabana Palace com um vestido chiquéééérrimo, luxuosíssimo. MUITO MENOS Amauryam. A LeiLo se agilizou e fez uma viagem chiquérrima para uma cidade de interior. Ok!

Mas ficar em casa não dá, nãoémesmo? Eu e o Amauryam partimos para uma saga de "vamos procurar o que fazer!". Saímos arrumadíssimos e de cara, Amaury muito do alcoólatra sugeriu: UM BAR, POR FAVOR. Mas um bar bom e barato, porque não queríamos gastar dinheiro. Mas antes de mais nada, precisávamos comer, porque chique na noite é comer qualquer coisa. Passamos no Habbibs, compramos umas esfihas e partimos pra um bar baratíssimo pé-de-chinelo que apenas não combinaria com nossas roupas.

Chegando lá, fomos comer nossas benditas esfihas quentinhas, saborosas, enquanto Amauryam pedia uma "geladinha", para os garçons que sempre acabavam discutindo conosco. Enquanto comíamos, e conversávamos sobre tudo que de estranho já nos aconteceu nessa vida, uma senhora hippie mostrando seus trabalhos artesanais. EU? NARCISA? Com colares de sementinha? Não, obrigada. O Amaury então, nem se fala.

Negamos e agradecemos a atenção dela, quando que de repente ela puxa uma cadeira e senta na mesma ao lado com uma pessoa que possívelmente não seria deste planeta que habitamos! - Me dá uma esfiha aí, cara!, falou ela pro Amaury que perdeu a fome na hora, e deu a última esfiha pra ela. - Meu nome é Marta! Vocês não querem mesmo uma pulseirinha? Só pra me ajudar a comprar um cigarro. Negamos novamente. Ela continuou a insistir. O Amaury, muuuito sem paciência já, pediu que ela fosse mostrar seu trabalho para outras pessoas, porque nós realmente não gostávamos daquilo. Marta, num surto momentâneo começa a gritar: - CLAAAAAARO CLÁUDIO!! CLARO, CLÁUDIO!!! CLAAAAAARO CLÁUDIO!...

Não acreditamos que aquilo estava acontecendo. Uma hippie, que não raspava os pelos do suvaco que já tinha dreads, estava insadecidamente gritando "claros claudios" e fazendo com que as pessoas nos notassem. Amaury e Narcisa odeiam ser notados.

Marta foi nos contar toda sua história de vida, contou que era seu aniversário; que era aquariana, e todas as pessoas de todos os outros signos bebiam a água de seu aquário (Amaury desconfia que tenha sido uma tentativa de flerte para com Narcisa); que sua mãe a expulsou de casa; enfim, uma coisa louquíssima que ainda não tínhamos entendido o nexo causal daquela pessoa ter caído de pára-quedas na nossa noite. Marta se levantou e foi ao banheiro. Seu companheiro de outro planeta não falava, somente emitia sons sem dicção alguma. Narcisa e Amaury aproveitaram a deixa e saíram correndo dali.

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